segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Missão superior:


Aprender a recolher todas as informações
necessárias para a decisão correcta.

Libra/Balança é um signo duplo, o 2º nível do elemento Ar do zodíaco, e é regido por Vénus. Traduz a empatia emocional que nasce do prazer de relacionamentos. Por ela se transcende a divisão entre o Eu e o Outro, o peso de um universo dividido.

Em Libra/Balança surge a primeira emoção de Unidade a dois, única vibração que permite ao Eu solitário sair da sua prisão interior. É o Amor, estado superior de um lento processo evolutivo. O Amor nasce de um sentimento de identificação. É o encontro do Ser consigo mesmo, com o que lhe falta de si, através do outro a quem ama.

Nesse sentido,
Amar é descobrir no outro isso que em nós desconhecemos, o que não sabemos de nós próprios e que o Ser amado pelo Amor nos revela.
Como se através dele existíssemos mais, como se só então, pelo dinamismo do relacionamento, pudéssemos existir na totalidade.
O Outro é o espelho, o pólo exterior da minha imagem interior, nele se completa e fecha o ciclo da minha identidade. Esta é a experiência do signo de Balança, o reencontro da unidade na dualidade, pelo prazer de Amar. Signo dual, aéreo, versátil, de complementaridade venusiana, a Libra/Balança ativa sem reservas mentais qualquer diálogo que adquira uma tonalidade emotiva.

Presente no diálogo, na palavra, Vénus em Libra/Balança ama sem possuir. Não discrimina, mas intui o que existe de idêntico em cada ser humano. Vive a emoção do amor pela troca de conhecimento. Em Libra/Balança, o amado aparece como pólo oposto e complementar, o que me faz conhecer inteiro, uno, total.

O Amor integra uma tensão de opostos. Transcende uma oposição, a confrontação de duas personalidades, daí uma alegria nasce, e com ela, o sentimento de plenitude inerente ao prazer de amar. Amar é ver, conhecer, valorizar. Ao valorizar há encontro de mim no outro, projecção amorosa. Só esta liberta o homem da dualidade, do conflito, da contradição. Amar é unir, refazer o mundo. Ordenar o caos aparente, transformar o caos em Cosmos. Apreender no efémero o que não pode morrer.

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  • 1º nível de evolução:
Vive-se a primeira experiência amorosa, o encontro do Eu com o Outro. O primeiro impacto de relacionamento emocional frente a alguém com quem me identifico.

  • 2º nível de evolução:
O Outro aparece como meu espelho e complemento. Neste nível vive-se a lenta, conflitual e fundamental experiência da aprendizagem do Amor. Quando, ao projectar-me emocionalmente por identificação, o outro me devolve a face obscura do que de mim não sei. O outro é o espelho do que de mim me falta saber. A dor de amor acontece sempre que o espelho não me devolve o melhor de mim, quando me reduz em vez de ampliar. Há que partir o espelho e aceitar uma dolorosa recuperação emocional. A maturidade amorosa consiste em inteligir este processo. Ao denunciar o irrealismo da projecção e a ilusão da expectativa, só então se atinge o equilíbrio amoroso, nascido de uma recuperação interior, de uma centragem emocional, de uma conquista de liberdade. O Amor acontece quando por ressonância o outro me devolve quem eu sou. Quando o seu olhar sobre mim me amplia e revela a minha maior dimensão. Do prazer de reconhecimento de mim no outro nasce uma empatia, a verdadeira emoção venusiana.
  • 3º nível de evolução:
É a vivência do Amor. O prazer de relacionamento sentido como troca, no dar e receber em liberdade. A tensão amorosa «eu-outro» é a força actuante do encontro comigo, a consciência do «um-a-dois». Quando o que não podemos saber de nós próprios sozinhos o ser amado pelo seu amor nos revela. Só o Amor faz sair o Eu da sua prisão interior, do seu separatismo solitário. Só o Amor liberta da divisão do mundo. Por ser o pólo exterior da minha imagem interior, o outro completa e fecha o ciclo da minha identidade.
 

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